SAVERS: Introdução à rotina do Miracle Morning

Há cerca de um mês, um mês e meio comecei a praticar o SAVERS se você não conhece, são os sete passos do livro Miracle Morning (na tradução, Milagre da manhã) do Hal Elrod. Ainda não li o livro, mas assisti diversos vídeos de palestras e conversas com ele. O curioso dele é que apesar de ter uma história bastante pesada para contar, tanto a forma quanto o conteúdo é passado com muita leveza e bom humor. Nem vou entrar na questão do positivismo hoje, porque pretendo falar mais sobre ele e o livro assim que terminar a leitura, mas todo o jeito como ele trata a vida e o momento em que se vive, me fez querer muito tentar uma aproximação desse tal método.

SAVERS

Apesar de sugestivo, assim como o título do livro, savers e milagre não tem absolutamente nada de religioso ou espiritual. Na verdade, esse método é apenas uma organização das primeiras letras de sete passos para se fazer pela manhã para garantir um dia mais feliz e mais produtivo e proveitoso. E esses são os passos:

S | Silence / Silêncio

A idéia é você estar em contato com você mesmo sem perceber o exterior, já que seus sentidos estarão voltados para se perceber.

A | Affirmation / Afirmação

É legal você pegar alguma frase que carregue bastante energia positiva ou direcionada para algo que você precisa resolver naquele dia e você, por alguns minutos ou ao longo do dia vai se voltar pra ela. É recomendado fazer em voz alta mesmo, pra que você se ouça afirmando algo positivo e motivador.

V | Visualization / Visualização

Já tendo a agenda do dia montada, para por uns segundos ou minutos para se imaginar ao final do dia com todas as suas tarefas concluídas e assim trazer já pro início do dia o desejo de se sentir realizado com a conclusão do seu dia.

E | Exercise / Exercício

É curioso, porque a gente tende a pensar nisso como algo que vai tomar pelo menos 30 minutos, 1 hora, mas na verdade, se for um minuto pulando corda já conta. A idéia aqui é apenas se mexer e fazer o sangue e o oxigêncio fluírem. Claro que o ideal é fazer mais que 1 minuto de exercício, por diversos outros motivos, mas hoje é sobre o SAVERS.

R | Reading / Leitura

Nessa parte apesar do nome, o recomendado é fazer uma leitura produtiva, que te faça avançar ou aprender sobre algo que te ajude a evoluir e não puramente uma leitura recreativa.

S | Scribbing / Escrever

Pode ser um diário, um brain dump, qualquer coisa que você queira tirar da sua cabeça para começar o dia sem algo te prendendo ou tirando seu foco. Muito relacionado ao GTD e também ao The five minutes journal.

Pode parecer muita coisa, mas o estímulo é que você faça. Podem ser 10 minutos, podem ser 2h, 3h ou o quanto você dispuser e quiser dedicar a isso.

Para lembrar!

Esse é o primeiro post de uma série sobre o assunto que eu estou extremamente empolgada por estar escrevendo, pois é uma coisa que vem melhorando muito a minha vida e eu tenho certeza que muitos podem se beneficiar disso dando passos bem pequenos e com uma dedicação mínima. Eu, que não estou fazendo 100%, já sinto muita diferença!

Aliás, isso é algo muito importante para se lembrar!

Nada no mundo vai se adequar perfeitamente às suas necessidades, carências e expectativas. O importante é aprender sobre as coisas e então moldá-las para seu estilo de vida, sem perder a essência, mas sem tratar os métodos como verdades absolutas. Cada pessoa tem necessidades, particularidades, disponibilidades e objetivos diferentes e se você tentar se moldar para encaixar em um sistema rígido, não vai funcionar.

Pesquise, estude, anote, desenvolva aquilo que funciona e é útil para você e para seu estilo de vida. Misture métodos, técnicas, crie seus próprios a partir de idéias existentes e só assim deixa de ser uma obrigação para ser uma rotina prazerosa que de fato vai te ajudar e fazer bem. Que você vai querer manter na sua vida, que passa a ser parte de você e da sua constante evolução.

Pare tudo e vá ser feliz!

Eu sou dessas pessoas que sentem tudo em excesso a ponto de sofrer com burnouts e se desligar da realidade. Mas mesmo que eu demore e aguente mais que o considerado “normal”, mesmo que chegue a enfrentar depressão e momentos bastante difíceis, sempre acabo conseguindo tirar boas lições das situações.

Infelizmente nem sempre lembro delas antes de errar de novo e por isso há um tempo tive a ideia de começar um livro–diário onde escreveria as lições que aprendi, buscando um olhar positivo para as dificuldades e problemas que enfrentei e quais pensamentos me ajudaram a superar. E eu deveria mesmo ter feito isso na época, talvez não tivesse perdido mais alguns anos. Sim, anos…

Não posso dizer que eu tenho uma vida problemática, triste, sofrida, nada disso! Mas infelizmente mesmo a gente tendo muito, muitas vezes se apega ao pouco que não tem, às decepções, dificuldades, às dores causadas por outros e não à alegria de todo o resto que temos e somos. E muitas vezes isso nos derruba e a gente não sabe muito bem como voltar…

Um dia desses, destralhando o armário – e a vida, vendo coisas do passado eu reli uma cartinha que tinha escrito há anos e que nunca cheguei a entregar, eu percebi que sempre que vejo algo que fez parte de alguma situação ou momento que parecia importar muito e hoje eu nem saberia se não me deparasse com aquilo, que parece ser muito mais intenso por ser a realidade do momento.
E nessas pequenas coisas eu tenho um lembrete de como eu sou a mesma que sempre fui. De como toda a vida fui coerente e fica mais fácil olhar objetivamente e enfrentar as dificuldades. Claro que não fica fácil, não funciona o tempo todo e não é permanente, mas ajuda muito quando vejo que em momentos semelhantes eu consegui deixar passar e superei, que de fato não importa, não causa incomodo nem dói mais. Eu pude perceber como a forma como lidei com algo no passado pode ser muito mais saudável do que a forma como estou lidando no presente e isso merece ser considerado!

Em teoria a maturidade facilita algumas questões que na prática não funcionam bem assim. Muitas vezes esse amadurecimento traz também uma supervalorização e apego justamente por saber identificar as coisas mais facilmente, por já ter cultivado algo por muito tempo e por saber que as perdas são definitivas, que poucas coisas têm volta, mas infelizmente nem todos com quem nos relacionamos têm os mesmos valores nem a mesma maturidade. E nisso mora uma estranha contradição: Mesmo que múltiplas vezes tudo que foi recebido tenha sido o oposto a algo que merecesse ser valorizado, por saber melhor, continuo valorizando… E é nisso que a gente começa a se afundar…

Mas o tempo passa e independentemente do quanto algo valha pra gente, chega um momento em que a gente olha para a coisa e nem sabe mais identificar porque vale, pois nada do que existia continua existindo. Onde a sensação é que tudo que era percebido era um grande espetáculo. – Aliás, vale a referência à sociedade do espetáculo, porque isso serve pra todas as relações humanas e como hoje as pessoas amam os bens e usam uns aos outros…
Chegando ao ponto em que aquilo só te faz sentir mal sobre a situação, sobre o mundo, sobre a vida, sobre todos e tudo e, especialmente, sobre você mesmo. Só drena energia, o que é mais grave ainda quando você já está trabalhando com níveis baixíssimos. Só te faz pensar coisas ruins, negativas e isso só atrai e faz brotar internamente mais coisas ruins e negativas. E isso se perpetua e te faz cada vez mais doente. E esse é o momento em que, pra mim, a ruptura passa a ser a única solução.

Dói? Dói… Dói muito! E vai continuar doendo…
Como eu disse, não é simples pra mim. Eu tento por muito tempo corrigir, melhorar, consertar. Mais que isso, acreditar que o outro é de fato alguém digno, alguém real. Mas a verdade é que acreditar no que se vê é muito mais importante do que acreditar naquilo que a gente mais deseja.

E apesar da demora, essas são as lições dessa vez:

  1. Quando alguém te disser ser ruim em algo ou uma pessoa ruim, acredite. Mesmo que pra você pareça ser o extremo oposto, provavelmente ela se conhece melhor do que você jamais a conhecerá.
  2. É preciso parar de se esforçar e acreditar no que não depende de nós, do que sentimos ou queremos..
  3. Se fomos capazes de superar a primeira vez em que enfrentamos uma situação assim, não existe razão real para não superar novamente. – Especialmente quando tudo que o outro faz só mostra o quanto isso deveria ser uma escolha fácil.
  4. As ações e falta delas importam e dizem muito mais do que qualquer coisa dita.
  5. A certeza da felicidade precisa abrir espaço pra realidade apresentada.
  6. Relacionamentos não funcionam quando só um sente e se compromete a fazer dar certo.
  7. Não adianta se apegar ao que existia ou pode existir, só o presente é real.

Infelizmente, não importa o quanto foi dito nem o que foi dito, prometido, vivido, o tempo, amizade, os sonhos e planos… Não importa tudo o que parecia ser verdade. O que importa é o presente e, se alguém decide te virar as costas, te tirar da vida, te substituir deixando claro que você, nem ninguém importa além dele e dos quereres dele mesmo, que você, hoje, não passa de um incômodo. Não tem motivo para esse alguém ter valor.

Não se importe e não se abale, o problema não é você! Você ainda pode se olhar no espelho ou deitar a noite com a consciência tranquila. E para cada passo que o outro der pra longe de ti, dê dois – Abra um sorriso pro mundo e vá ser feliz! ♥